Idéias principais do texto
• Muitos educadores ainda têm uma visão romântica de criança e infância.
• Não existe um conceito universal de criança e de infância. Estes são socialmente construídos.
• A inclusão ou não da criança na educação infantil deveria ser opção da família e não conseqüência da condição social e econômica. Portanto, a equidade está muito distante do desejável. A desigualdade social continua a ser um marco na sociedade brasileira.
• Em 1998 com o intuito de atender as determinações da LDB que estabelece a Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica, o Ministério da Educação publicou o Referencial Curricular da Educação Infantil ( RCNEI).
• Assistência não é oposto de educação. Toda instituição de Educação Infantil sempre teve e sempre terá caráter educativo. É preciso identificar a natureza dessa interação educativa e questionar sobre a sua qualidade e em que medida corresponde ao que é melhor para a criança.
• A educação infantil não é adequação, nem preparação e tampouco antecipação, ela é sim, parte formativa do todo que é fundamental e imprescindível para uma educação básica de qualidade.
• A Educação Infantil é direito legítimo da criança.
• É responsabilidade social que deve ser compartilhada entre o poder público, a sociedade e a família.
• É a primeira etapa da Educação Básica.
• Tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social.
• Tem função complementar a ação da família e da comunidade. Não é portanto substituta da família.
• É oferecida em creches para as crianças até 3 anos de idade e em pré-escola para crianças de 4 e 5 anos.
• Tem caráter social e educativo amplo em função do impacto positivo que pode causar nas crianças, nas suas famílias e na sociedade como um todo.
• Tem identidade, autonomia e espaço próprio dentro da Educação Básica.
• Reconhece a criança como sujeito social e histórico que pensa, interagem modifica e é modificado pelo contexto.
BASSO, Cláudia de Fátima R. Chaves, Laura Cristina. Concepções: Pontos de Partida. In: Educação Infantil de Qualidade: Direito das crianças e das famílias. Blumenau: Nova Letra, 2007.
Políticas Públicas e Educação Infantil
-----------Um poquinho dos debates realizados em sala de aula e de minhas impressões sobre políticas públicas relacionadas à Educação Infantil. ------------ A vida não é medida pelo número de respirações que damos, mas sim pelos momentos que nos fazem prender a Respiração.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Considerações Finas
A disciplina favoreceu o crescimento em algumas áreas não estudadas anteriomente e outras aprofundando o conhecimento existente. Assim, destaco algumas aquisições: O conhecimento das políticas públicas realizadas para a educação infantil e dos retrocessos ocorridos, como o conceito de infância se modificou com o decorrer da história, de compreender a criança a partir de suas próprias experiências e não das representações que os adultos fazem delas.
Com a disciplina fortaleci o espírito de luta pelos nossos direitos e de nossas crianças.
Com a disciplina fortaleci o espírito de luta pelos nossos direitos e de nossas crianças.
Educação Infantil no DF 1971 - 1980
PANORAMA GERAL
• O Plano Educacional de Brasília foi elaborado ainda no final da década de 50 por Anísio Teixeira;
• Segue uma concepção escolar que se pretende inovadora, concebida como modelo alternativo ao existente;
• A construção se deu seguindo o plano arquitetônico da cidade, localizadas em superquadras;
• A escolarização seria iniciada no jardim de infância para crianças de 4 a 6 anos.
ORGÃOS GOVERNAMENTAIS RESPONSÁVEIS
• Ministério da Educação e Cultura – MEC;
• Secretaria de Estado de Educação do DF;
• Conselho de Educação do DF.
LEGISLAÇÃO VIGENTE PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
• Lei Federal nº 5.692/71;
• Resolução nº 01/74 - CEDF
DADOS QUANTITATIVOS
• Em 1971 – 15 jardins de infância, públicos, todos no Plano Piloto;
• Em 1972 – o Cantinho do Girassol, entidade filantrópica,de natureza privada e caráter religioso na Ceilândia;
• Em 1978 – a creche CASA FREDERICO OZANAM, na Candangolândia, também filantrópica;
POLÍTICAS
• Em 1974 – universalização da oferta de Educação pré-escolar para crianças de 6 anos;
• Em 1975 – implantado o projeto de educação pré-escolar compensatória nas cidades satélites;
• Em 1976 – editado documento contendo diretrizes para a educação pré-escolar;
• Em 1978 – implantado o projeto pré-escolar para crianças de 6 anos em Brazlândia e Ceilândia;
• Durante toda década de 70 – surgimento de pré-escolas que se auto denominaram “alternativas”, ou “ religiões alternativas”.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante a década de setenta, apesar de não ter havido grandes investimentos em educação infantil , foi sim um período de extrema importância para esse segmento, pois foi durante essa década que se fortaleceram as reivindicações por esse direito tão básico e elementar.
• O Plano Educacional de Brasília foi elaborado ainda no final da década de 50 por Anísio Teixeira;
• Segue uma concepção escolar que se pretende inovadora, concebida como modelo alternativo ao existente;
• A construção se deu seguindo o plano arquitetônico da cidade, localizadas em superquadras;
• A escolarização seria iniciada no jardim de infância para crianças de 4 a 6 anos.
ORGÃOS GOVERNAMENTAIS RESPONSÁVEIS
• Ministério da Educação e Cultura – MEC;
• Secretaria de Estado de Educação do DF;
• Conselho de Educação do DF.
LEGISLAÇÃO VIGENTE PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
• Lei Federal nº 5.692/71;
• Resolução nº 01/74 - CEDF
DADOS QUANTITATIVOS
• Em 1971 – 15 jardins de infância, públicos, todos no Plano Piloto;
• Em 1972 – o Cantinho do Girassol, entidade filantrópica,de natureza privada e caráter religioso na Ceilândia;
• Em 1978 – a creche CASA FREDERICO OZANAM, na Candangolândia, também filantrópica;
POLÍTICAS
• Em 1974 – universalização da oferta de Educação pré-escolar para crianças de 6 anos;
• Em 1975 – implantado o projeto de educação pré-escolar compensatória nas cidades satélites;
• Em 1976 – editado documento contendo diretrizes para a educação pré-escolar;
• Em 1978 – implantado o projeto pré-escolar para crianças de 6 anos em Brazlândia e Ceilândia;
• Durante toda década de 70 – surgimento de pré-escolas que se auto denominaram “alternativas”, ou “ religiões alternativas”.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante a década de setenta, apesar de não ter havido grandes investimentos em educação infantil , foi sim um período de extrema importância para esse segmento, pois foi durante essa década que se fortaleceram as reivindicações por esse direito tão básico e elementar.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A Construção Social da Criança
A construção social da criança acontece de acordo com o meio em que vive; seus familiares, amigos, vizinhança, igreja, escola, etc.; numa troca entre a criança e o seu meio, um interagindo com o outro onde a criança modifica e é modificada. Sendo assim cada criança vivencia a sua prórpia construção social.
Segundo Vigostsky, a construção do pensamento e da subjetividade é um processo cultural, formado na vida social.(Zilma de Oliveira, 2003)
BIBLIOGRAFIA
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. Educação Infantil. Fundamentos e Métodos. São Paulo. Cortez, 2002.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Minhas impressões
O que eu espero desta disciplina?
Espero que a disciplina traga novos conhecimentos na área a que se propõe.
O que esta disciplina pode esperar de mim?
Meu empenho em desenvolver as atividades sugeridas, interesse nas aulas e participação com meu pequeno conhecimento.
O que você entende por infância e por criança?
A infância é um período que faz parte da vida do ser humano e que foi sendo construída ao longo da história. A infância é comum a todas as crianças e Criança é o sujeito que vive a infância, a pessoa (João, Milena, Tiago, etc.)
O que você entende por políticas públicas? E Educação Infantil?
São ações do Estado voltadas para o bem coletivo.
Na educação infantil, a criança tem direito ao educar e ao cuidar. Entre outra coisas, tem direito de brincar, de aprender de forma lúdica de forma a contribuir para o desenvolvimento de suas capacidades infantis.
Espero que a disciplina traga novos conhecimentos na área a que se propõe.
O que esta disciplina pode esperar de mim?
Meu empenho em desenvolver as atividades sugeridas, interesse nas aulas e participação com meu pequeno conhecimento.
O que você entende por infância e por criança?
A infância é um período que faz parte da vida do ser humano e que foi sendo construída ao longo da história. A infância é comum a todas as crianças e Criança é o sujeito que vive a infância, a pessoa (João, Milena, Tiago, etc.)
O que você entende por políticas públicas? E Educação Infantil?
São ações do Estado voltadas para o bem coletivo.
Na educação infantil, a criança tem direito ao educar e ao cuidar. Entre outra coisas, tem direito de brincar, de aprender de forma lúdica de forma a contribuir para o desenvolvimento de suas capacidades infantis.
Crianças, Infâncias e Educação
O texto inicia colocando que infância e criança são conceitos historicamente e culturalmente construídos e num "olhar de fora" tentamos compreendê-las numa perspectiva unilateral, como são, como se desenvolvem e em que devem se transformar. Outro caminho para compreendê-las é a partir de suas experiências vividas na história, numa relação de alteridade.
Para entender a relação entre criança, infância e educação o texto traz um pouco da trajetória. conforme Ariès, na idade medieval não existia o sentimento de infância ( consciência da particularidade infantil que distingue a criança do adulto). Assim que a criança superava o período de alto nível de mortalidade passava a integrar a sociedade dos adultos. Nesse período a educação das crianças era ignorada.
Nos séculos XVI e XVII os adultos começaram a ver nas crianças ingenuidade, gentileza e graça e a criança se misturava aos adultos por volta dos cinco ou sete anos.
No séc. XVIII, sob influência dos moralistas- homens da lei e religiosos - a criança passou a ser vista como um ser inocente, frágil, imaturo e incompleto a ser preparado para a vida adulta. a educação passou a ocupar um lugar central na educação das crianças para v irem a se tornar homens racionais, morais e cristãos.
No séc. XX, a criança é separada da sociedade dos adultos e a escola assumiu o papel de oferecer educação moral e intelectual às crianças para serem adultos intelectualmente preparados e moralmente educados.
Postman defende a tese de que a infância como a conhecemos hoje está desaparecendo. Defende três grandes momentos: Com o advento da tipografia temos a invenção da infância; no séc. XIX, o auge, quando a criança é considerada essencial à família e o desaparecimento da infância com o surgimento do telégrafo.
A tipografia criou um mundo em que o acesso é permitido aos letrados e para a criança entrar no mundo adulto, precisa conquistar o mundo letrado. A escola foi o espaço criado para abrigar a infância e formar adultos intelectualmente instruídos e moralmente educados sob condições e perspectivas estabelecidas pelos adultos.
Na educação das crianças o caminho já está traçado com um ponto de partida e outro de chegada. O primeiro relacionado à preparação da criança para a vida adulta e o segundo para a sua inserção no mercado de trabalho, não participando a criança do processo de construção da cultura e dos valores, apenas absorvendo-os.
Faz-se necessário romper alguns paradigma historicamente construídos a respeito da criança de tal forma que possamos nos encontrar com o outro que existe em cada ser humano, ouvir a sua voz e abrir a possibilidade de um encontro com a alteridade da criança. Fazer a opção de ao invés de apresentarmos o mundo a elas com nossos olhos, abrir espaço para que elas se manifestem e nos apresentem o seu mundo.
Referência Bibliográfica:
GALVÃO, Andréa Studart Corrêa. Educação Moral e Qualidade na Educação Infantil: Desafios ao professor. Dissertação de Mestrado. Adapt, Brasília, UnB: 2005.
Histórias da Educação Infantil Brasileira
Qual a contribuição de Anísio Teixeira para a Educação Infantil?
Conforme o texto de Moysés Kuhlmann Jr, Anísio Teixeira participou de uma conferência Nacional de proteção à Infância, realizada no Rio de Janeiro em 1933, onde "enfatizou a importância de a criança pré-escolar ser vista não apenas sob o ângulo da saúde física, pois seu crescimento, seu desenvolvimento e a formação de seus hábitos envolveriam facetas pedagógicas com habilidades mentais, socialização e importância dos brinquedos."
Referência Bibliográfica:
KUHLMANN, Moysés. Histórias da Educação Infantil. Fundação Carlos Chagas, São Paulo.
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